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ATORES BACABALENSES GRAVAM FILME

ATORES BACABALENSES GRAVAM FILME
ATORES BACABALENSES GRAVAM FILME "O caminho proibido" é a nova onda que atores bacabalenses estão vivenciando desde fevereiro. O elenco, formado em sua maioria por integrantes do grupo Faces da Arte, de onde surgiu a idéia, conta também com a participação de atores de outros grupos como Cia Curupira e Facetários. Dirigido por Rogê Francê, o filme traz em seu roteiro a trama de um relacionamento mal resolvido entre Kátia (Laiza Hawitt) e Fernando (Costa Filho), que, no trajeto de uma reconquista, vão se deparar com um "caminho proibido". Ali acontecerão cenas de ação, suspense e mistério e morte entre o casal e dois psicopatas interpretados por José Wilker (Cia Curupira) e Pablo Evangelista (Grupo Facetários). "Algumas cenas já foram gravadas. Mas há ainda muita coisa há ser feita, pois um filme, por simples que seja, requer longas horas de trabalho", diz o roteirista e diretor Rogê Francê. Segundo o elenco, os recursos de produção serão um segredo para o público, que certamente vai se encantar com o resultado. Costa Filho, que já protagonizou "A milagreira", filme ainda não concluído, dirigido por Sônia Maria e Joabe Ricardo, se mostra otimista com mais uma experiência na área cinematográfica. "É gratificante participar de mais um filme. Não é nem um Titanic ou trilogia de Harry Potter, mas nas pequenas ações também pode se deixar grandes lições", conclui o ator. Confira neste blog fotos e vídeos do "'making of" desta produção cinematográfico-bacabalense. NA FOTO alguns do elenco: Costa Filho e José Wilker (agachados), Laiza e Rogê (no meio abraçados)

23/12/2010

VOTEI. E AGORA? OS PANFLETOS DE CAMPANHA AINDA SERVEM? VEJA O QUE FEZ HERCULANO


Crônica em foco 

   CIDADANIA À PROVA

Edgar Moreno

Herculano vestiu sua melhor roupa. Penteou bem os poucos cabelos, grisalhos e limpos, apalpou a barba bem feita, arrumou a botina e saiu pela Rua da Assembléia de Deus, chamada ainda Maranhão Sobrinho, que um dia foi da Bacabeira. O andar calmo e senil sob os óculos grossos o denunciava um homem de leitura, um nobre-cidadão, desses que se parecem com nosso velho poeta Raimundo Sérgio de Oliveira. Caminhou até a Rua da Forquilha, onde dobrou nos rumos do centro, jogou no lixo uma das páginas do jornal de cujo assunto trazia aborrecimentos: a política, justo naqueles dias em que o seu candidato não conseguira se eleger. Não era nenhuma paixão, nem paga de favor, mas apenas vontade de mudança. Mas era preciso tocar a vida adiante. E deixou-se levar por uma ideia súbita. Pegou de volta a página do chão por dois motivos de pura cidadania: lugar de lixo é no lixo e o se “desdeixar” abater por uma derrota.  Viu no jornal a relação dos eleitos, avaliou os nomes, as promessas de campanha, os representantes locais dos próximos quatro anos... Foi tudo o que precisou para seu fortalecimento cidadânico. Foi ter à casa do mais próximo dos eleitos. Esperou um bom tempo à campainha, e, a propósito de sua ideia e capricho ficou ali, perseverante até aparecer uma magra criatura: “Bom dia! O senhor Deputado está?”—perguntou ele, vendo ainda o político sumindo. E a mulher, surpreendida por esse ato flagrante e cortês, não pôde deixar de dizer a verdade: “Está.” Não era isso que ia falar, mas sim que o Deputado estava para a capital tratando de negócios. Ia ela já adentrando o casarão, mas voltou-se para pedi-lo que sentasse. Sentou-se. Esperou, como de praxe, até que lhe veio o deputado: “O senhor por aqui, seu Herculano!?” “Sim, eu vim parabenizar o nosso deputado. Oh! Obrigado! E obrigado também pelo seu voto.”—disse o político cheio de si. “Mas eu não votei no senhor!” O semblante do magnata alterou-se. Ia perguntar ao velho o que então o trazia ali. Achou-o ousado. Ia expulsá-lo dali, mas envergonhou-se de si e de sua pretendida ação. Preferiu fingir: “Então, diga, meu caro!” “Eu só vim aqui pegar um panfleto de campanha.” “Ora, seu Herculano, não me diga que está falando sério!”—riu-se irônico o deputado reparando nos modos do idoso. Estaria louco? E o idoso lúcido: “Pois creia: é somente isso que quero... por agora.” E o político não podendo se conter: “Pois me diga: Por que panfleto agora se a eleição já passou?” — arrependeu-se do que disse, mas não podia mais anular. E procurando consertar: “Ah! já sei, o senhor vai guardar de lembrança, não é?” E seguiu cabreiro de si e do outro: “Vamos ver se ainda temos algum perdido por aqui, pois na véspera do dia 4 de outubro, foi feito um derrame deles pelas ruas”— aí o deputado falava verdade, mas Herculano preferiu o silêncio e a ação dele. Logo mais volta um serviçal com alguns santinhos do deputado enquanto este espreitava o idoso e lhe entregava o pedido. “O que eu quero não é desses, mas daqueles que contêm suas propostas.” “Que propostas? Ah! sim, claro”—disse o deputado lembrando que não tinha formalizado, ele mesmo, suas propostas, apenas sua equipe tinha redigido, impresso e entregue aos panfleteiros. E com um olhar dissimulado de desculpa: “Perdão, seu Heculano, como já lhe disse, foi feito um derrame deles na véspera das eleições, mas eu vou ver o que faço...” Procurou no escritório, buscou junto à família, vasculhou a casa inteira, estressou-se com o serviçal, ligou para o assessor de campanha. E, compondo-se do vexame, voltou a falar com o visitante: “Seu Herculano, quero mais uma vez lhe pedir desculpas, mas não foi possível encontrar nenhum panfleto com minhas propostas. Sabe como é esse povo que trabalha em campanha, né... desorganizado... Mas já liguei para meu assessor. Dá para o senhor passar aqui amanhã?” “Dá não senhor, prefiro aguardar o assessor. Amanhã tenho este mesmo compromisso com outros candidatos eleitos.” E o deputado a controlar-se: “Pois aguarde, que vou apressar a vinda do assessor com o panfleto.” Saiu em particular, e, já pensando nas próximas eleições, ligou de verdade para o assessor e foi fazer algumas ligações a outros candidatos eleitos, afinal é melhor prevenir a visita de um intruso a tolerar dele um momento de “cidadania à prova”, coisa que não se deve desejar nem mesmo ao pior dos inimigos. 

ELENCO TEATRAL

ELENCO TEATRAL
Homenagem ao amigo Malaka no DF

Amigos da ASDEBAL (Ao amigo Malaka no DF)

Amigos da ASDEBAL (Ao amigo Malaka no DF)

Uma cena que ensina em "Viver é adaptar-se" peça de Casanova e Lúcia Correia

Uma cena que ensina em "Viver é  adaptar-se" peça de Casanova e Lúcia Correia