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ATORES BACABALENSES GRAVAM FILME

ATORES BACABALENSES GRAVAM FILME
ATORES BACABALENSES GRAVAM FILME "O caminho proibido" é a nova onda que atores bacabalenses estão vivenciando desde fevereiro. O elenco, formado em sua maioria por integrantes do grupo Faces da Arte, de onde surgiu a idéia, conta também com a participação de atores de outros grupos como Cia Curupira e Facetários. Dirigido por Rogê Francê, o filme traz em seu roteiro a trama de um relacionamento mal resolvido entre Kátia (Laiza Hawitt) e Fernando (Costa Filho), que, no trajeto de uma reconquista, vão se deparar com um "caminho proibido". Ali acontecerão cenas de ação, suspense e mistério e morte entre o casal e dois psicopatas interpretados por José Wilker (Cia Curupira) e Pablo Evangelista (Grupo Facetários). "Algumas cenas já foram gravadas. Mas há ainda muita coisa há ser feita, pois um filme, por simples que seja, requer longas horas de trabalho", diz o roteirista e diretor Rogê Francê. Segundo o elenco, os recursos de produção serão um segredo para o público, que certamente vai se encantar com o resultado. Costa Filho, que já protagonizou "A milagreira", filme ainda não concluído, dirigido por Sônia Maria e Joabe Ricardo, se mostra otimista com mais uma experiência na área cinematográfica. "É gratificante participar de mais um filme. Não é nem um Titanic ou trilogia de Harry Potter, mas nas pequenas ações também pode se deixar grandes lições", conclui o ator. Confira neste blog fotos e vídeos do "'making of" desta produção cinematográfico-bacabalense. NA FOTO alguns do elenco: Costa Filho e José Wilker (agachados), Laiza e Rogê (no meio abraçados)

08/04/2013

VALORIZAÇÃO DO ARTISTA LOCAL



Prédio da Escola de Música de Bacabal com a afachada antiga
UMA CRÔNICA A PROPÓSITO DO NOVO NOME DA ESCOLA DE MÚSICA  DE BACABAL

por Costa Filho, artista da terra.

Na sessão da câmara de 03/04/2013, às portas das comemorações dos 93 anos de Bacabal, foi aprovado por unanimidade o projeto que muda o nome da escola de música do município, de “Francisco Padilha” para “Almir Garcês Assaí”.
Em apoio ao movimento, referendado no maestro Víctor Emanuel e abraçado pela SEMUC, na pessoa do secretário José Clécio Silva, estavam integrantes da Banda Santa Cecília, artistas e populares a lotar a pequena cabine destinada ao povo.
A aprovação, anunciada, e apresentada que fora pela presidenta da Casa Regilda Santos foi comemorada com a tradicional sinfonia “parabéns a você”. Por sua vez, a imprensa, sempre junto e a serviço da notícia local, lá estava com seus holofotes a registrar o histórico momento de realização para uns e falácia de outros, em declarações que, embora de bocas diferentes, canalizavam-se a uma mesma satisfação: a justa homenagem concedida a Almir Garcês Assaí, nosso mais nobre e tradicional nome da música bacabalense.
De fato, a homenagem foi mais do que justa, valendo dizer, foi atrasadamente justa, a tirar pelos depoimentos de “realização” e “alma lavada” dos artistas musicais, e da fala dos nossos edis o “merecido reconhecimento”, sobretudo nesse período inicial de governo em que a aceitação popular se faz elemento fundamental e num momento de ânimos inflamados de nativismo e sentimento natalício acalorado pelo aniversário da cidade.
Vale lembrar que fato semelhante ocorreu com o “seu Assaí” em 2001, quando em sua fundação a Academia Bacabalense de Letras escolheu de modo também unânime o nome do nosso músico e cartorário como patrono da cadeira nº 7 em caráter vitalício, por considerá-lo uma figura das mais nobres e dignas de reconhecimento nos anais da história de nossa artística Bacabal.
Afora, porém, o mérito associado àqueles que de algum modo contribuíram para essa  louvação, este fato-homenagem não soa apenas pela sua relevância cultural, mas ecoa para reflexões mais profundas no cenário político-social bacabalense. Falo da real valorização dos nossos talentos; falo das homenagens arbitrárias ou meramente egopolíticas de órgãos ou logradouros públicos como escolas, praças, ruas, estádios, etc.; falo da postura de alguns dos nossos edis quando da aprovação de projetos na egrégia câmara municipal.
Ora, veja, é por demais conhecida entre nós a máxima de que “Bacabal é um celeiro de artistas”, mas nesse entrar e sair de governos a nossa história, sobretudo nas últimas gestões, apenas continuou sua caminhada para o esquecimento, numa negligência jamais vista.  Os “artistas da terra”, ainda que talentosos, parecem mesmo não ter ainda nenhum respaldo de público e aceitação popular diante de qualquer oferta vinda de fora. Quem já houve de escutar algum clamor público por shows ou apresentações de artistas locais? Vendo por esses dias uns comentários em blogues da cidade sobre a programação de aniversário de Bacabal, fiquei um tanto pasmo com a preferência forasteira, cara e de qualidade duvidosa requerida por muitos de nossos internautas e não lembro ter visto algum enfocando a cultura local.
É, parece que realmente, sobretudo entre nós, “santo de casa não faz milagres”, mas deveria fazê-lo, se a própria câmara, em sintonia com o executivo, começassem a olhar, propor e assistir com carinho e orgulho o talento do povo, que a eles creditou confiança, afinal, a cultura é uma demanda política que requer a implementação de políticas públicas em todo o setor.
Enquanto não se fizer pelo nosso ordeiro povo; enquanto desse mesmo povo se tiver vergonha de sua cultura, e o pior, enquanto se achar a cultura “importante” apenas nas falácias de ocasião, e, enquanto não se descer as escadarias da periferia desse povo, apoiando-o em sua aptidão e sonhos, nunca teremos público no nosso palco ou nunca riremos do texto teatral de Dalva Santos, ainda que se intitule “Pão com ovo e carne”. Também nunca haveremos de comprar os CDs de Perboire Ribeiro, Deyse Caroline, Marcos Maranhão e conhecer o estilo de Johnny Rock Blues, o “Raul Seixas” bacabalense; nunca interpretaremos o enredo de “Zuíla louca”, de Costa Filho, nem recitaremos a poesia de Casanova e as louvações de Raimundo Sérgio; nunca assistiremos a um sarau literário ou uma exposição das artes plásticas do Roberto Lago; nunca enfeitaremos a nossa casa com uma peça do artesão Urquiza ou Ejoão Martins; nunca dançaremos o compasso do Bumba-Boi Vencedor. E, para lembrar o nosso personagem em pauta, nunca cantaremos a composição de algum docente ou discente da Escola de Música Almir Garcês Assaí.
Para o nosso povo prosperar cultural e historicamente com mais brilho e evolução, necessário se faz que os poderes executivo e legislativo e irmanem, substanciando a cultura com ação e apoio permanentes, usando também o paletó cultural, o discurso da ação e a caneta do compromisso com as nossas artes, já que uma cidade em suas manifestações culturais releva a face dos que a governam.
Outro fato a que se refere esta crônica é a postura de alguns dos nossos edis, que, sendo representantes do povo, muitas vezes contraria a vontade desse mesmo povo, que nunca é consultado, nem dispõe duma “tribuna popular”. O que às vezes se pensa é que alguns ali estão apenas para aprovar leis do executivo, sem por vezes questioná-las em função da lógica da conveniência política. E foi isso que aconteceu em pleito passado quando o nome do então Secretário de Estado da Cultura Francisco Padilha foi indicado para nomear a nascente Escola de Música. Não que ele não tivesse seus méritos na instalação da escola musical, mas será que o mesmo fazia disso tanta questão? E apoiar uma cultura nos municípios não estaria no bojo de seus deveres? Pelo sim, pelo não, ele foi eleito, à revelia da consulta popular e em detrimento do questionamento em favor do músico, escrivão e cidadão bacabalense Garcês Assaí. Note-se que na então época já atuavam na Casa Legislativa alguns dos que hoje a compõem, mas na época não viram em Assaí a grande relevância cultural delegada de modo unânime na recente sessão do dia 3 de abril. E por que Assaí não fora indicado na época pelos mesmos vereadores que agora o reconheceram como “homenageado merecido”? Pura conveniência política que renega seus filhos mais tradicionais e que, ao contrário disso, deveriam ser defendidos e valorizados.
Tal reflexão alcança ainda o fato de os prédios ou logradouros públicos estarem à mercê da troca de seus nomes ou batizados por nomes que nada tem a ver com a área, mas pelo simples fato de ser um político ou parente dele. Ora, defendo, e não são poucos os que comigo concordam, que uma homenagem pública tramite pelo princípio do reconhecimento justo e comprovado e não pelo critério do marketing político e da lisonja. Assim sendo não há sentido justo ou democrático, por exemplo, nomear uma escola ou creche com o nome de alguém que não tenha deixado seu legado como professor, assim como nomear uma casa de saúde em favor de alguém que não um médico, enfermeiro ou similar, ou ainda dar nome de quem nunca foi atleta a uma arena esportiva.
Infelizmente tais práticas têm se tornado corriqueiras nas câmaras e bancadas políticas, não havendo ruas, escolas, pontes, praças, hospitais e até cidades inteiras que escapem das artimanhas egopolíticas de louvação a governadores, prefeitos, senadores, presidentes, padrinhos políticos e tantas outros títulos que terminam menosprezando os verdadeiros heróis do povo.
Esperamos que isso sirva de reflexão aos nossos representantes, posto que o povo não comunga, e de algum modo está atento a essas práticas abusivas e muitas vezes dissimuladas.
Por fim, que possamos, povo e governo, legisladores e artistas cantarmos juntos a canção do progresso histórico-cultural de nossa cidade, irmanando-se nesse processo de valorização e reconhecimento dos filhos de bacabal através dessa nova gestão que tem sinalizado seus ares de boa vontade em alavancar nossa cultura.
Resta-nos, como fez o próprio Garcês Assaí, seguir o caminho da canção, assentando no livro de nossa história a esperança de um dia ocupar o nosso devido lugar nessa terra de artistas.

ELENCO TEATRAL

ELENCO TEATRAL
Homenagem ao amigo Malaka no DF

Amigos da ASDEBAL (Ao amigo Malaka no DF)

Amigos da ASDEBAL (Ao amigo Malaka no DF)

Uma cena que ensina em "Viver é adaptar-se" peça de Casanova e Lúcia Correia

Uma cena que ensina em "Viver é  adaptar-se" peça de Casanova e Lúcia Correia